Por um beijo, o corpo vibra, se arrepia, e faz pensar que sem esse toque nada mais seria importante. Somente um louco, um homem feito de sonhos e desejos, sentiria isso, mas duvido que alguém neste planeta não tenha vivido tal momento.
O beijo é uma tentativa humana de se conectar e demonstrar o quanto se gosta. Falo do primeiro beijo, aquele que acontece quando ambos querem e sentem cada parte do corpo pedindo por isso. Cabe então apenas agir, mas sempre há uma força dizendo que tudo será diferente depois daquele beijo. Seu corpo não será mais o mesmo, sua alma não será mais a mesma, e a união de lábios selará um novo amor. Então, por que não agir? Seria fácil se fôssemos robôs, programados para fazer tudo sem pensar, mas somos seres humanos à deriva nesse mar de ilusões. Os lábios secam, os olhares se cruzam, o momento não chega, falta coragem, e o beijo não acontece.
Cabe agora ao poeta falar sobre amor ou dor, pois sua falta de ação lhe serviu de inspiração para desabafar seus sentimentos através das palavras, para motivar casais apaixonados, ou ficar eternamente impublicável e morrer no coração do tolo e apaixonado sonhador.



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